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segunda-feira, 9 de maio de 2016

Moda masculina: segredos para uma boa aparência

Estar sempre minimamente alinhado, é nossa obrigação, não é mesmo? Eu sei que as vezes a preguiça atrapalha e você acaba deixando de lado essa preocupação, mas não se engane, sua aparência representa pelo menos 70% de sua imagem, que pode ser boa ou ruim. Por isso, hoje, eu dou algumas dicas sagradas para uma composição de look visualmente caprichada.

-Vale mais uma t-shirt bem passada que uma camisa amassada.

Quando queremos obter uma boa aparência no closet masculino, devemos lembrar que tudo começa na lavanderia. Ter que passar roupa amassada é um processo bastante chato e minucioso, não é? Não quando você já estende suas roupas no cabide, assim já secam esticadas, facilitando na hora de passar. Pra quem mora sozinho, é uma mão na roda.


Outra coisa que facilita bastante sua vida, são as araras. Elas permitem que todas as roupas fiquem penduradas, assim o risco de amassar é reduzido a quase zero. São bem mais praticas para se organizar! 



A medida certa:

A camisa pode sim estar aberta, mas na medida, não ultrapasse os 2 botões ou use uma camiseta por baixo, afinal, você não está indo pra  azara na balada. 



Não deixe que as calças fiquem empapadas no comprimento, faça a barra, ou ainda dobre-as e aproveite a onda de calças dobradas - calças de modelagem reta e skinny - e acrescente um meia colorida para dar charme. 



O ajuste:

Não deixe seus paletós, blazers despencarem, alinhe-os aos seus ombros e ajuste ao seu corpo, bem como sua calça social. Mesmo estando de terno você pode parecer desalinhado.



Suas calças devem parar na cintura e não na coxa. Mande ajustar para que não necessite de cinto e também não page cofrinho ou cueca. E uma calça bem ajustada pode fazer milagres, olhe no espelho e sinta a diferença.



A última olhada:

Falar de como se vestir bem é simples, basta ter alguns cuidados e um grande amigo - o espelho. Olhe pelo menos uma vez no espelho antes de sair de casa, de frentre, costas, lateral, diagonal, de baixo, de cima - exagerei - o importante é que saiba como você está vestido e se realmente é isso que você que mostrar, pra você e para os outros. 


 
Dicas dadas, dicas cumpridas!

Ualá!

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sexta-feira, 6 de maio de 2016

Eu visto roupa de mulher!

A moda gernderfree e unissex vem ganhando força, não é mesmo? Bom, pra mim existe desde sempre, sabe porque? Eu compro o que me agrada, e não me interesso pela etiqueta que diz que é feminino ou masculino. Vamos combinar, as peças femininas tem um caimento bem melhor. João Pimenta usa muito a modelagem feminina na sua alfaiataria masculina, por exemplo.

Ontem, eu fui num lançamento de coleção da St. Marks Place e Maria Catarina. Fui para conhecer a coleção masculina, que alias é muito bacana e também bastante básica. Eu realmente me encantei pela coleção feminina, e resolvi experimentar umas peças para ver como ficava. Eu não deveria ter feito isso, ficou tudo tão bom. Mas a questão é: esqueça que existe gênero e pare com essa bobagem de que é coisa de mulher, é coisa de homem. Permita-se!

Veja algumas fotos (tiradas com o celular) das peças que eu provei:
  



E aí, pronto para deixar de lado o pensamento retrógrado e caminhar para a frente?!

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quinta-feira, 5 de maio de 2016

SPFW sob olhar de quem visita a primeira vez


 
Sim, vivenciar a semana da moda mais famosa do Brasil e do mundo é algo simplesmente incrível, você sente, respira e vê moda em todos os quatros cantos do Pavilhão da Fundação Bienal, local que recebe toda a estrutura desse belo evento.


SPFW é um evento exclusivo e para poucos, pude observar isso a todo o momento. Ao chegar na Bienal no Parque do Ibirapuera/SP, a presença de várias pessoas em frente a porta de acesso é grande, os olhares ficam o tempo todo para o enorme letreiro da SPFW e todos os flash são para eles, eu mesmo tive que fazer a minha foto.


Porém, essa enorme massa de pessoas, em sua maioria não possui acesso ao evento, eles estão em busca de uma alternativa para poder acessar a parte interna do prédio da Bienal, o que não é nada fácil, como disse é um evento exclusivo, e logo mais vocês vão entender o porquê.

-Eu estava como convidado da ABIT (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção) e APEX-BRASIL (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e indicação da querida amiga Dra. Mari Cassol.


Ao entrar na Bienal de cara você já está na exposição “Mãos que valem ouro”, uma pequena exposição de belas peças artesanais, diga-se de passagem, de seletos artistas brasileiros, no hall de entrada da SPFW. 

Ao subir a passarela caracol e chegar ao andar principal do evento você realmente sente, estou na SPFW. Eis aí, mais um pouco da exclusividade, vários lounges são fechados, você apenas têm acesso com um convite, e lá dentro você é tratado como VIP, bebidas, comidas, atenção por parte dos recepcionistas e de outros convidados que dividem o mesmo espaço, alguns nesse formato que eu lembro são, GNT, Revista VOUGUE, ABIT e APEX-BRASIL (no qual eu estava), entre outros. Claro, nem tudo é “fechado”, algumas marcas tinham seus lounges abertos e com ações de marketing bem interessantes, uma delas era a Coca-Cola, você tirava sua foto com algum elemento da marca e postava em seu Instagram com a #EspecialDoDia, automaticamente sua foto era captada por um software e ficava a disposição no stand da marca, você ganhava sua foto imprensa, uma garrafa de alumínio edição especial SPFW N41, além de apreciar a bebida gelada dentro do espaço da marca.



Outras marcas também tinham essa interação com os visitantes, a Natura, TNT Energy Drink, Riachuelo, Schweppes, Mercedes Bens, entre outras, porém essas foram as que mais me chamaram a atenção. A todo o momento algo te chama a atenção dentro da Bienal, sejam os lounges ou as pessoas que por lá estavam. Sim, é um desfile dentro e fora das passarelas, muita gente bonita e estilos bastantes diversificados. Nos intervalos de desfiles é uma loucura de modelos que andam com espécies de hobby, com a marca do estilista que irá desfilar, além é claro do estilo dos convidados.
 
A moda nos corredores:
 
O pretinho básico nunca sai de moda, o número de pessoas que apostaram no preto como forma de não errar no look foi grande, diria que quase metade das pessoas que estavam lá, tinham suas roupas se não completamente, uns 70% eram peças pretas (eu apostei no preto também, diria 50%). Mas tem aqueles que foram para causar, e causaram, apostaram em acessórios, roupas ultra coloridas, várias sobreposições de peças, bolsas, chapéus, um sapato de verniz. Um acessório fora do comum me chamou atenção foi o Furry Charms, espécie de bichinho de pelúcia pendurada no cinto ou na bolsa, achei fofo, mas claro tudo era uma composição muito bem pensada que ornava com o todo, e, a pessoas sustentavam o look que usavam.

Pessoas é o que move a SPFW e elas estão por todos os lados, o tempo todo, buscando a melhor pose para uma selfie ou posando para vários fotógrafos, a regra é quanto mais fotos melhor. 


Os desfiles são uma maratona a parte, é dentro de um retângulo preto criado no meio da Bienal que tudo acontece, é pra lá que todos querem ir, é o objetivo de desejo de todos que alí estão, mas como já disse, a exclusividade reina novamente. A fila para dar acesso aos desfiles é imensa, e o processo é um tanto quando demorado, pois a checagem do seu convite é minuciosa. Você entra, senta, assiste ao desfile que demora em média uns 15 minutos e já está na hora de deixar o espaço para os preparativos do próximo desfile, para os mais VIP’s e famosos, o destino é o backstage, para o outros é aguardar o próximo desfile, isso se você tiver o convite.

Estar no maior evento de moda do Brasil é sim incrível, é uma experiência única, ver em primeira mão as tendências para a próxima estação, conhecer pessoas que vivem de moda, fazer contatos, viver essa atmosfera da moda que nos permeia e nos guia em tudo, seja em roupas, design, gastronomia, cores, entre outros.


SPFW N41, eu fui, amei e quero mais!

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Texto e fotos: João Paulo Santos.  

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quarta-feira, 4 de maio de 2016

Desfile Cruise Chanel 2017 movimenta Havana

O desfile mais comentado e esperado do ano, Cruise Chanel 2017, aconteceu ontem, 3 de maio, em Havana - Cuba, e movimentou a cidade que vive uma economia igualitária e o desapego ao supérfluo e os bens materiais. Podemos dizer que foi uma super extravagância ao país, com a diferença que o desfile foi para a alta moda - Anna Wintour, Gisele - e não para os cubanos. Ao todo foram 600 convidados, distribuídos em 160 metros de passarela.

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O evento sediado lá, demonstra o novo point turístico mais quente a ser requisitado em viagens de férias já me imagino lá. Recentemente, alguns arquitetos, designers  e lojistas aqui do nosso velho oeste, tiveram uma experiência em incrível em Havana, e umas das curiosidades relatadas por eles é a falta de internet. Imagine, nós que estamos habituados ao uso frequente e em todo lugar ficar sem, ainda mais quando se tem um evento como esse. Mas realmente, talvez tenha sido uma das vantagens para a Chanel, que obrigou, de fato, que a plateia assistisse o desfile e aproveitasse ao máximo. 

E os carros lindos, vintage e super coloridos foram o luxo que levou os convidados para o desfile. Foram usados 170 carros - Cadillacs e Chevrolets.

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O mega show de moda aconteceu sob um calor de 35 graus, no centro de Havana, em El Paseo Del Prado.  E claro que a curiosidade foi grande, o que fez com que os moradores se aglomerassem nas sacadas a fim de ver o que acontecia por lá. 
 
Teve até neto do Fidel Castro, Antonio, desfilando. 



Vamos ao desfile!  

A coleção Resort contou com uma explosão de cores e texturas, bastante alegres e cheias de jovialidade. O empoderamento da mulher foi bastante resgatado, trazendo uma moda que lembra muito genderfree, mas na verdade é a igualdade de gênero. Estampas de cadillacs, boinas "Che Guevara", crochê (artesanato muito usado por lá), cores como amarelo, menta e pessêgo, camisetas escritas Coco Cuba e jeans foram os destaques. 

Chanel Resort 2017 maio/2016 

Chanel Resort 2017 maio/2016 

Chanel Resort 2017 maio/2016 

Chanel Resort 2017 maio/2016 

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Chanel Resort 2017 maio/2016 

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Chanel Resort 2017 maio/2016

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Chanel Resort 2017 maio/2016 

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Achei bem a cara do verão. Karl nos surpreende a cada desfile e demonstra sua preocupação em envolver fatores sociais. Super usaria em minhas férias, em Havana sonha. Ualá!

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Foto: FFW.  

14 tendências apresentadas no SPFW N41

O SPFW N41 acabou dia 29 de abril, trouxe novas marcas - mais especificamente 7 - com destaque especial para Cotton Project (de beachwear) e Murilo Lomas. Posso dizer que estive bem contente com esta edição, pois tiveram muitas marcas apresentando moda masculina, mesmo as que focam em moda feminina tinha algo que nos representava. E pensando em simplificar, aqui vão algumas das tendências mais vistas nas passarelas da semana de moda brasileira, para o Verão 2017.

1-Assimetria: 


2-Azul:
 

3-Camisa de manga curta retrô:
 

4-Comprimento alongado para jaquetas:
 

Tricô:


5-Genderless: 

6-Bomber jaquet: 

7-Laranja:


8-Couro:  


9-Jeans: 


10-Calças largas:  

11-Calças curtas: 

12-Óculos fodasticos:  

13-Sandálias: 


Já da para ir incorporando algumas dessas tendências, não é?! 

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segunda-feira, 2 de maio de 2016

SPFW N41: Cotton Project e a transação urbana

Se lembra que falei sobre o novo formato do São Paulo Fashion Week (veja aqui), e que nesta edição intitulada N41 iria contar com 7 novas marcas no calendário da moda brasileira? Então, uma delas era a Cotton Project, uma marca do segmento beachwear, que nasceu em São Paulo, e transita entre a praia e a cidade, com sua essência o skate e o surf (saiba mais aqui). Apesar de ser a primeira vez da label na semana de moda, vejo um longo futuro e muito promissor.

 Cotton Project SPFW- N41 abril/2016 Foto: Olivier Claisse/FOTOSITE

Inspirada nas gangues de surf, a coleção mostrou-se bastante contemporânea e casual, perfeita para quem busca estilo e mobilidade. E Rafael Varandas - fundador e diretor criativo - junto ao estilista Acácio Mendes, soube muito bem incorporar as duas coisas a coleção, sem decepcionar seus fiéis consumidores - mesmo usando tecidos mais nobres - nem tão pouco quem batia o olho pela primeira vez. 

A coleção trouxe a tona duas gangues do surf, a Dangerous to Tourists - com mais cor - e Trouble Makers - um ar dark. A marca que apesar de ser masculina, tem um vies unissex, pela procura de suas peças por meninas. Tanto que desta vez, teve a parceria com a marca de beachwear Haight, com dois maiôs escritos WET e as bolsas esportivas. Jeans, jacquard, tricô, seda, algodão, malha e couro foram os materiais utilizados.  


CottonProject-Lookbook_SPFW_verao17_backstage_02

CottonProject-Lookbook_SPFW_verao17_backstage_27

Calças jeans, corte alfaiataria em sarja e tecidos planos, curtas e navalhadas, amarradas com cadarços, são combinadas com jaquetas de seda e casacos longos. Alias, falando em jaquetas, atenção as estampadas com flores em p&b e dentes de leão. Camisas de manga curta estampadas naquele estilo havaiano, t-shirts básicas. Outra peça marcante no desfile, foram os shower slides - chinelos com tiras largas - usados com meia. Leveza e fluidez resumem a coleção.